práticas integrativas e complementares

Práticas integrativas e complementares: o que são e como se tornar um terapeuta?

As práticas integrativas e complementares se concentram em cuidar do ser humano além das questões tratadas na medicina. Ou seja, é cuidar do corpo, da mente e do espírito por meio de tratamentos não convencionais.

Um exemplo é o uso da acupuntura para amenizar os efeitos colaterais do tratamento do câncer. Logo, as práticas integrativas e complementares servem para integrar e complementar os tratamentos médicos convencionais.

Quer entender esse conceito um pouco melhor e ainda descobrir como se tornar um terapeuta? Vamos contar tudo neste artigo. Confira!

O que são as práticas integrativas e complementares?

Também chamadas de PICS, as práticas integrativas e complementares são tratamentos de saúde que têm como objetivo prevenir doenças ou assumir os cuidados paliativos por meio de recursos não tradicionais, como remédios.

Segundo o Duke Integrative Medicine, centro de cuidados norte-americano que combina a medicina convencional com técnicas complementares cientificamente comprovadas, os pilares das práticas integrativas e complementares são:

  • um bom tratamento deve considerar todos os fatores além do corpo e da doença, como a mente, o espírito e o círculo social do paciente;
  • o conhecimento científico não pode ser esquecido;
  • sempre que possível, optar por intervenções naturais e não invasivas;
  • os estudos para a descoberta de novos tratamentos e políticas de prevenção nunca podem parar;
  • o atendimento personalizado é a chave para o processo de cura mais rápido, seguro e eficiente.

Inclusive, os especialistas da Duke Integrative desenvolveram um guia para medicina integrativa. Chamado de Roda da Saúde, ilustra 9 áreas da saúde e do bem-estar, ressaltando a relação do corpo, mente e espírito na busca pela qualidade de vida, prevenção e tratamento de doenças. Por isso, é composto por 3 círculos que representam os elementos para a saúde ideal:

  1. atenção — o despertar da consciência para que o indivíduo possa reconhecer qualquer problema no seu estado físico, mental, social ou espiritual. Assim, podem reconhecer os sintomas logo no início, facilitando a aplicação das PICS;
  2. cuidados pessoais — o autocuidado é uma das premissas das PICS. Suas áreas são o ambiente físico, os relacionamentos, a alimentação, prática de exercícios, conexão entre a mente e o corpo, a espiritualidade e o crescimento pessoal;
  3. cuidados profissionais — por fim, deve ser trabalhada a busca pelo cuidado profissional, incentivo ao paciente a procurar tratamento o quanto antes e de forma complementar. Isso significa que não se deve deixar a medicina tradicional de lado, mas buscar integração com as PICS.

Quais são as práticas integrativas e complementares mais comuns?

As práticas integrativas e complementares não podem existir sozinhas. Como o próprio nome sugere e mencionamos acima, elas devem complementar tratamentos de medicina convencional. Por isso, são utilizadas como apoio para diversas enfermidades, como doenças cardíacas, depressão, fibromialgia e câncer. Dentro disso, o SUS disponibiliza 29 tratamentos:

  1. acupuntura;
  2. apiterapia;
  3. aromaterapia;
  4. arteterapia;
  5. ayurveda;
  6. biodança;
  7. bioenergética;
  8. constelação familiar;
  9. cromoterapia;
  10. dança circular;
  11. fitoterapia;
  12. geoterapia;
  13. hipnoterapia;
  14. homeopatia;
  15. imposição de mãos;
  16. medicina antroposófica;
  17. meditação;
  18. musicoterapia;
  19. naturopatia;
  20. osteopatia;
  21. ozonioterapia;
  22. quiropraxia;
  23. reflexoterapia;
  24. reiki;
  25. shantala;
  26. terapia comunitária integrativa;
  27. terapia de florais;
  28. termalismo social;
  29. yoga.

Como se tornar um terapeuta?

O Brasil conta com diversos cursos voltados para as práticas de medicina alternativa que podem ser estudados nas modalidades presencial e a distância. De acordo com o site Guia da Carreira, o MEC e o Ministério do Trabalho reconhecem e regulamentam os segundos cursos e profissões:

  • tecnólogo e técnico em terapias alternativas;
  • técnico em acupuntura ou medicina tradicional chinesa;
  • técnico em quiropraxia;
  • massoterapia;
  • terapeuta holístico;
  • homeopata.

Vale ressaltar que já existem instituições que fornecem os cursos em Terapias Integrativas e Complementares, que foram criados por conta do aumento na procura por esses tratamentos.

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Considerada uma graduação da área da Saúde, o Curso Superior de Tecnologia em Terapias Integrativas e Complementares garante ao estudante um diploma universitário em cerca de 2 anos e meio. A grade envolve:

  • Anatomia, Fisiologia, Biologia e Bioquímica Humana, para que o paciente receba um tratamento seguro;
  • Biossegurança, Primeiros Socorros e Saúde Coletiva, disciplinas básicas dos cursos da área de Saúde;
  • Marketing, Empreendedorismo, Psicologia Organizacional, Modelos de Negócios e Inovação, para que a pessoa aprenda a gerir o próprio negócio.

Além disso, também há o estudo das terapias integrativas e complementares de fato. Geralmente incluem:

  • Aromaterapia e Cromoterapia Aplicada;
  • Auriculoterapia;
  • Técnicas de Banho e Terapias Termais;
  • Terapia Floral e Quântica;
  • Terapias Ayurvédicas.

O que faz esse profissional?

O profissional que trabalha com práticas integrativas e complementares tem como missão cuidar da saúde e do bem-estar do paciente, reestabelecendo o equilíbrio mental, espiritual, físico e emocional.

Mais que isso, ele deve estar disposto a despertar no paciente a consciência para o autocuidado, educando a pessoa quanto à sua saúde física, espiritual e mental , buscando a qualidade de vida por meio da autoconsciência.

Como anda o mercado no Brasil?

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial quando o assunto são as práticas integrativas e complementares:

“As Práticas Integrativas e Complementares estão presentes em quase 54% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e todas as capitais brasileiras.”

Os números impressionam:

  • são 2 milhões de atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde;
  • mais de 1 milhão de atendimentos em Medicina Tradicional Chinesa, como a Acupuntura;
  • 85 mil atendimentos em fitoterapias e 13 mil em homeopatia.

Um boletim divulgado pelo Governo revela que as práticas coletivas, como o Yoga, cresceram 46% entre 2017 e 2018. Já as terapias alternativas oferecidas pelo SUS cresceram mais de 126% no mesmo ano.

Nos EUA, esses cursos já fazem parte de mais de 50% das faculdades. Lá, 4 em 10 adultos e cerca de 1 em 9 crianças são adeptas aos PICS, em que os tratamentos mais comuns são:

  • uso de produtos naturais;
  • exercícios de respiração e meditação;
  • massoterapia;
  • yoga.

E então, as práticas integrativas e complementares tem tudo a ver com você? Que tal partir em busca de um curso na área agora mesmo? Não vai faltar espaço para que você possa trabalhar e crescer. Boa sorte!

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